Editora HTC doa 205 livros para incentivar estudos de detentos

A empresa doou livros de Matemática e Artes para incentivar estudo e leitura de reedudandos

Os mesmos livros didáticos utilizados por alunos de grandes escolas particulares serão material de estudo de detentos do Distrito Federal. A Editora HTC, localizada em Taguatinga, doou 205 livros didáticos de ensino médio à Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap). Os exemplares são de quatro livros diferentes: Matemática Fácil, Arte e Sociedade (sobre Artes Visuais), Cena em Sala (sobre Artes Cênicas) e Música Faz.

A entrega dos livros foi nessa terça-feira (09/09), às 10h, na Funap-DF. "É gratificante saber que os nossos livros, que já ajudam na aprendizagem de milhares de jovens, vão ajudar também quem busca uma segunda chance na vida", comenta a Diretora da Editora HTC Suzana Maia.

Redução de pena por leitura

Os livros da Editora HTC farão parte do projeto da Funap em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) que concede aos mais de 13 mil detentos do DF o acesso à 60 mil livros e 11 bibliotecas. "Foi formada uma comissão para distribuir esses livros aos presidiários. Cada preso tem 30 dias para escrever uma resenha da obra escolhida. Isso reduzirá quatro dias da pena dele", esclarece Verlúcia Moreira, Diretora Executiva da Funap/DF.

Reconstruindo a vida pela educação

"Meu conselho a quem cumpre pena é que estude, de manhã e de noite, se puder. Isso mudou a minha vida", declara J.P.R, um dos detentos que teve sua pena reduzida pelo estudo e leitura. Ele estudava com livros didáticos de ensino médio e fundamental enquanto ainda estava em regime fechado. Fez o Enem e, com 846 pontos, conseguiu uma bolsa numa faculdade pelo Pró-Uni e o direito de ficar em regime semi-aberto.

"Antes mesmo de haver uma lei específica para a redução de pena pela leitura, eu já fazia muitas resenhas de livros de Machado de Assis e Paulo Coelho para apresentar ao juiz", conta. As leituras e o estudo na faculdade permitiu a J.P.R mais conquistas: trabalhar, reduzir a pena em dois anos e cumprir o resto em regime aberto. "O estudo mudou minha vida. Quem vê o meu currículo com tantos cursos não imagina que um dia estive preso", completa.

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