Grande nome da história da arte

Miró é um dos mais renomados artistas da história de arte moderna. O catalão, que nasceu em Barcelona (1893), estudou com Francisco Galí, que o apresentou às escolas de arte moderna de Paris. Em 1920 conheceu Pablo Picasso em Paris. O co-fundador do cubismo foi influência para o catalão, que também absorveu obras de poetas e escritores surrealistas. A série de trabalhos de conteúdo poético com variações temáticas sobre mulheres, pássaros e estrelas é do período de sua arte que se inicia em 1948. Em 1954, ganhou o prêmio de gravura da Bienal de Veneza.

Mais tarde, precisamente 4 anos depois, ganhou o Prêmio Internacional da Fundação Guggenheim, pelo mural que realizou para o edifício da Unesco, em Paris. A Caixa Cultural de Brasília recebe entre 1º de julho e 30 de agosto de 2015 a exposição "A magia de Miró", com 69 obras do artista considerado um dos principais nomes do surrealismo.

As gravuras e os desenhos foram produzidas entre 1962 a 1983 e fazem parte da coleção de Alfredo Melgar. Alguns dos trabalhos são esboços ou notas, realizados sobre superfícies diversas, como papel, lixa e papelão, em lápis e giz de cera. Outro atrativo da programação são 23 fotografias com imagens do próprio Miró, feitas por Melgar. As peças são todas em preto e branco, tendo sido registradas no ateliê do artista na década de 1970, retratando seu processo criativo.

O conde de Villamonte explica que passou a adquirir as obras quando teve contato com o universo modernista. Conheceu Miró quando o artista já era reconhecido internacionalmente, tornaram-se amigos e se viram muitas vezes no ateliê. Miró explorou a pintura, a escultura, a litografia, a cerâmica, as aquarelas, as colagens, a pintura sobre cobre e a cenografia teatral.

Blog
Slideshare
Boletim
Cadastre-se no site e receba novidades sobre a Editora.
Notícias | ver mais +