O desafio de elaborar uma excelente prova

Cinco passos básicos para elaborar avaliações significativas para o aluno e para o professor.
 
PROVA. Uma palavrinha de duas sílabas que tem um peso imenso na mente tanto do aluno, quanto do professor.
 
Muito antes do aluno passar pela pressão de ser avaliado, o professor é desafiado a formular uma avaliação que seja justa com todas as turmas; adequada no formato, muitas vezes, estabelecido pela escola; sintetizada com relação ao conteúdo, já que o aluno terá pouco tempo para respondê-la.
 
Pensando nesse desafio, reunimos aqui cinco passos que vão ajudar você a elaborar uma avaliação significativa.
 
Foco: avaliar e não classificar
O mais importante a se refletir é que qualquer tipo de avaliação escolar, seja um trabalho em grupo, individual, provas multidisciplinares ou discursivas, consiste num objetivo: diagnosticar o que foi aprendido pelo aluno e, assim, mostrar em quais aspectos o professor deve adequar sua metodologia para extrair o melhor desempenho dos estudantes.
 
Estudos e especialistas não recomendam que as avaliações tenham como foco classificar os alunos com comparações de desempenho entre si, mas sim mensurar o desenvolvimento individual mostrando o que cada aluno tem mais dificuldade ou mais facilidade.
 
Passo 1: Reveja o que foi apresentado em sala de aula
Antes de começar a elaborar a avaliação, dê uma olhada no seu planejamento de aula e relembre como o conteúdo foi abordado. Neste momento é importante refletir: todos os temas foram igualmente explanados em todas as turmas? Quais temas não foram bem desenvolvidos nas aulas e nos exercícios? Quais são os temas mais relevantes e essenciais que o aluno aprenda?
 
Passo 2: Faça uma revisão objetiva com os alunos
Após saber quais conteúdos podem ou devem entrar na avaliação, prepare uma aula de revisão que seja objetiva e produtiva para os alunos.
 
Enfatize os aspectos mais importantes do conteúdo estudado no período, dando a eles o mesmo nível de detalhamento ou aprofundamento que você espera ver nas respostas dos alunos.
 
Selecione exercícios semelhantes às questões que você planeja inserir na prova, para que eles já se habituem com o tipo, formato, linguagem e grau de dificuldade.
 
Passo 3: Formule questões com diferentes graus de dificuldade
Há professores que sentem orgulho ao preparar uma prova apenas com questões dificílimas para o aluno, e outros preferem manter todas as questões num nível fácil para garantir que muitos consigam notas altas. Em nenhum dos casos, esses professores atendem às reais necessidades do processo de aprendizagem.
 
Quanto mais diversas forem as avaliações, haverá maior probabilidade do resultado final ser justo. Por isso, é preciso dar ao aluno a oportunidade de ser avaliado em diferentes níveis e em diferentes situações. Ele pode responder corretamente a uma pergunta difícil numa avaliação simples, com pouco peso na nota final, mas pode errar uma pergunta fácil numa prova escrita que vale metade da nota, por conta da pressão psicológica do momento.
 
Permita que os alunos expressem seus conhecimentos em questões que vão desde o nível mais básico ao mais aprofundado sobre o tema.
 
Passo 4: Defina os critérios de avaliação
Pode parecer desnecessário dedicar-se a esse passo, mas critérios de avaliação bem definidos e, se possível, documentados facilitam a vida do professor na hora da correção e são um respaldo para o profissional caso haja recursos.
 
Você pode criar os seus critérios de avaliação com base numa matriz de Conhecimentos e Habilidades (ex.: Enem), mas também respondendo a perguntas como estas:
• Qual o objetivo dessa questão que inseri na prova?

• Com qual conhecimento prévio eu quero que o aluno relacione?

• Que tipo de resposta eu espero do aluno?

• Há palavras-chaves que a resposta deve conter? 

 
Passo 5: Formule questões com clareza
Dependendo da prova, você tem liberdade para escolher vários tipos de questões, como múltipla escolha, verdadeiro ou falso, resposta longa ou resposta curta. Em todos eles é essencial prezar pela clareza. Para isso, EVITE:
• Pegadinhas, para que o aluno pense uma coisa e responda outra;

• Perguntas longas e confusas, em que o aluno demora mais tempo para entender o comando que para elaborar uma resposta;

• Linguagem e termos incompatíveis com a fase escolar do aluno;

 
Com esses cinco passos, a sua avaliação será uma ferramenta eficiente para diagnosticar o nível de conhecimento dos alunos e mostrar a você, educador e educadora, em quais pontos você pode melhorar em suas aulas.
 
Referências:
Como elaborar provas que ajudam na aprendizagem – Revista Gestão Escolar
O professor, a aprendizagem significativa e a avaliação: base para o sucesso escolar do aluno – Artigo de Rosa Maria Cavalcanti Brito
O professor e a avaliação em sala de aula – Artigo de Bernadete A. Gatti
O 10 é relativo – Reportagem da revista Linha Direta, Edição 227, Ano 20, Fevereiro de 2017

 

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