As emoções no processo de aprendizagem

Como estimular o desenvolvimento do cognitivo com base nas habilidades não-cognitivas?

Como é o desempenho do seu aluno mais organizado? E da sua aluna mais agitada? Em quais atividades seu aluno mais proativo se dá bem?

Se você não sabe responder a essas perguntas agora, tudo bem. O importante é estar de olho nas habilidades não-cognitivas de seus alunos. Algumas delas, como autonomia, liderança, sociabilidade, curiosidade, perseverança e organização, interferem diretamente no desempenho deles em sala de aula.

Muito se tem conversado sobre esse tema. Pesquisadores do mundo inteiro estão de olho nessa perspectiva escolar.

O Instituto Ayrton Senna realizou um estudo com 25 mil alunos no Rio de Janeiro e comprovou que habilidades socioemocionais estão diretamente ligadas ao desempenho cognitivo dos alunos. Por exemplo, o aluno organizado e responsável pode aprender matemática quatro meses antes dos que não possuem essas habilidades. Enquanto isso, alunos mais abertos a novas experiências e mais protagonistas diante das experiências do dia a dia possuem melhor desenvoltura em língua portuguesa.

A pesquisa cita o modelo Big Five de traços de personalidade, que mostra as habilidades psicossociais mais relevantes no contexto educacional. Veja quais são:

● Abertura a Novas Experiências:

Tendência a ser aberto a novas experiências estéticas, culturais e intelectuais.        

Características: imaginação, curiosidade, não convencionalidade.

● Amabilidade:

Habilidades sociais em manter interações positivas.

Características: autoconfiança, simpatia, sociabilidade e otimismo.

● Conscienciosidade:

Habilidade de automotivação e determinação.

Características: autonomia, comprometimento, disciplina e organização.

● Extroversão:

Habilidade para iniciar interações sociais, que desenvolvem capacidade de acolher o próximo.

Características: assertividade, liderança, comunicação efetiva.

● Lócus de Controle:

Reflexo do quanto uma pessoa correlaciona uma situação vivida às decisões e atitudes tomadas por ela no passado (lócus interno) ou ao acaso e às decisões tomadas por terceiros (lócus externo).

     Ao contrário do que muitos pensam, essas habilidades não devem ser desenvolvidas só no lar, mas também na sala de aula. Para isso, o professor precisa estar atento ao perfil da turma, potencializando as habilidades já existentes e orientando os alunos para o encontro de novos caminhos quando surgem as dificuldades. A intencionalidade na prática considera o potencial de cada um. Assim caminhamos na educação rumo a uma escola na qual o aluno possui uma formação integral e feliz.

 

Referências

http://www.todospelaeducacao.org.br/educacao-na-midia/indice/29984/pesquisa-mostra-impacto-de-habilidadesnao-

cognitivas-na-aprendizagem/

https://novaescola.org.br/conteudo/4897/blog-de-alfabetizacao-alfabetizacao-na-bncc-da-para-ser-no-2-ano-mas

-o-professor-nao-pode-ficar-sozinho

https://novaescola.org.br/conteudo/5013/quando-as-emocoes-entram-no-curriculohttps://novaescola.org.br/conteudo/5013/quando-as-emocoes-entram-no-curriculo

http://porvir.org/especiais/socioemocionais/

http://istoe.com.br/352406_UMA+NOVA+EDUCACAO/⁠⁠⁠⁠

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